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BLOG GRILO FALANTE: 2010

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

LIÇÃO DE ANO NOVO!!!!!!!!!!!!

Aprendemos que, por pior que seja um problema ou situação, sempre existe uma saída.
Aprendemos que é bobagem fugir das dificuldades. Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.
Aprendemos que perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.
Aprendemos que é necessário um dia de chuva para darmos valor ao Sol, mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima.
Aprendemos que heróis não são aqueles que realizam obras notáveis, mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as conseqüências dos seus atos.
Aprendemos que, não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos.
Aprendemos que, ao invés de ficar esperando alguém nos trazer flores, é melhor plantar um jardim.
Aprendemos que amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de nos fazer felizes. Cabe a nós a tarefa de apostar nos nossos talentos e realizar os nossos sonhos.
Aprendemos que o que faz diferença não é o que temos na vida, mas QUEM nós temos. E que boa família são os amigos que escolhemos.
Aprendemos que as pessoas mais queridas podem às vezes nos ferir. E talvez não nos amem tanto quanto nós gostaríamos, o que não significa que não amem muito, talvez seja o máximo que conseguem. Isso é o mais importante.
Aprendemos que toda mudança inicia um ciclo de construção, se você não esquecer de deixar a porta aberta.
Aprendemos que o tempo é precioso e não volta atrás. Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.
O nosso futuro ainda está por vir.
Então aprendemos que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.....

O BLOG GRILO FALANTE DESEJA A TODOS UM ANO NOVO REPLETO DE PAZ, SAÚDE E FELICIDADE....

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Educação Infantil é prioridade | Políticas Públicas | Nova Escola

Educação Infantil é prioridade


Municípios viram referência ao criar metas e prazos para universalizar o acesso à primeira etapa da Educação Básica e melhorar a qualidade do ensino

Adriana Reis (novaescola@atleitor.com.br)

A Educação Infantil vem passando por um longo e permanente processo de transformação no Brasil, especialmente nos últimos 20 anos. Se antes as escolas responsáveis pela fase inicial do aprendizado da criança adquiriam caráter de assistência social, hoje é consenso que essas instituições são, sim, um assunto do âmbito da Educação. Mais do que isso: especialistas, educadores e pesquisadores reconhecem a importância do desenvolvimento integral nos primeiros anos de vida e encaram a vivência escolar como parte essencial desse processo. A preocupação se reflete na inclusão do tema como um dos itens do Compromisso Todos Pela Educação, lançado pelo Ministério da Educação (MEC) como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação.

Embora a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) defina a Educação Infantil como "primeira etapa da educação básica" (artigo 29) e delegue a ela a finalidade de "desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade", na prática, ainda são tímidos os investimentos nesse sentido, especialmente no ensino público, uma responsabilidade dos governos municipais. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a educação brasileira atende a somente 33% das crianças entre zero e seis anos. O Censo Escolar de 2003 revela que, no país, apenas 10,6% de crianças entre zero e três anos freqüentam a escola ou a creche. A estatística também mostra que o número de excluídos do universo escolar, nessa faixa etária, chega a 11 milhões. Entre os quatro e seis anos de idade, 30% das crianças (cerca de três milhões) estão fora da escola.

“Nenhum município do país conseguiu atender a 100% de suas crianças dessa idade. Quem disser que o fez está mentindo”, afirma a especialista em Educação Infantil Karina Rizek Lopes, coordenadora de projetos da Escola de Educadores, centro de formação localizado em São Paulo. No entanto, algumas cidades têm se destacado por assumir esse compromisso e estabelecerem metas concretas para a efetiva universalização na Educação Infantil.

Ampliar a rede

Em 1993, Belo Horizonte fez uma triste constatação: a procura dos alunos na Educação Infantil excedia em mais de 100% o número de vagas oferecidas. Além disso, a maior parte das escolas em funcionamento era da rede conveniada – mantida por associações, igrejas e institutos que prestam atendimento ao município por meio de parcerias –, e não da própria prefeitura. “Naquele momento, decidimos formular uma política articulada tendo como principal meta a expansão do atendimento na rede pública municipal”, lembra Rita Coelho, assessora de Políticas de Educação Infantil, da Secretaria da Educação do município.

Além de triplicar os recursos para a área, o que possibilitou a construção de novas unidades, a cidade também estabeleceu critérios para o preenchimento das vagas. A prioridade, desde então, é atender às crianças com mais vulnerabilidade social, ou seja, aquelas que vivem em situação de pobreza, as vítimas de violência e abandono e as crianças com deficiência. O levantamento dessa informação é possível porque o trabalho é intersetorial, com participação das secretarias de Assistência Social e Saúde. Atualmente, a rede de ensino de Belo Horizonte atende a quase 34 mil crianças na Educação infantil (72% da demanda); as menores, entre zero e três anos de idade, ficam na escola em período integral. Alunos de quatro e cinco anos estudam em tempo parcial e, a partir dos seis, ingressam no Ensino Fundamental, desde 1998. “Nossa intenção não é apenas ampliar o acesso, mas permitir a permanência desses alunos nas escolas”, afirma a gerente de Educação Infantil da capital mineira, Mayrce Terezinha da Silva Freitas.

Sob o aspecto da melhoria da qualidade do ensino, o município estimulou os professores a buscar a formação mínima indicada pelo Ministério da Educação, ou seja, o nível médio Normal. Outro incentivo foi a criação de um plano de carreira específico para o educador infantil. Além de dar continuidade a esse trabalho, a secretaria de Educação estuda a possibilidade de aplicar, a partir do ano que vem, uma política de avaliação, para constatar os avanços e identificar os pontos em que o projeto não funciona tão bem. “O fundamental disso tudo é perceber a criança como sujeito de direitos, que deve ser atendida na sua necessidade de ter uma educação de qualidade”, acredita Mayrce.

Pólo da educação no Nordeste

Essa mobilização que reuniu poder público e sociedade civil na capital mineira também começa a mudar a realidade da cidade cearense de Sobral, distante 230 quilômetros de Fortaleza e localizada na região do semi-árido brasileiro. Seus 155 mil habitantes (IBGE, 2000) decidiram fazer da educação sua prioridade. Primeiro, criaram um plano de ação para garantir que todas as crianças freqüentassem o Ensino Fundamental – algo previsto na Constituição de 1988, mas que ainda não era realidade por lá. Em 2001, a cidade ampliou o Ensino Fundamental para nove anos, atendendo às crianças de seis anos de idade. Dois anos mais tarde, Sobral registrava 100,16% de taxa de escolarização líquida, de acordo com o Censo Escolar. O número é possível porque Sobral passou a receber alunos de cidades vizinhas, tornando-se um pólo de educação da região. Etapa vencida, hora de olhar com mais carinho para a Educação Infantil.

O primeiro passo, assim como no processo anterior, foi ampliar o número de vagas. “Temos um desafio, que é o espaço físico. Por isso, nossa decisão foi a de construir centros exclusivos para atender a essa demanda”, explica a coordenadora de Educação Infantil de Sobral, Edna Lúcia de Carvalho Lima. Três desses centros foram inaugurados em 2004 e, de acordo com o plano estratégico da prefeitura, outros oito serão concluídos nos próximos anos. Hoje, a rede de educação de Sobral atende a 6,5 mil das 25 mil crianças da cidade. Como se vê, há muito trabalho pela frente, mas o caminho parece trilhado.

A melhoria da qualidade nas escolas de Sobral tem sido perseguida com cursos de formação continuada oferecido aos educadores. “Eles se encontram mensalmente para discutir questões teóricas e práticas sobre Educação, montar atividades nos eixos de linguagem, matemática, música e recreação, e trocar experiências”, conta Edna. Assumir a Educação como compromisso da cidade como um todo, e não de um governo isolado, faz com que os investimentos sejam contínuos e garante que o projeto não seja interrompido. Um importante aliado na meta de universalização na Educação Infantil no país é a implementação do Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, que substituiu o antigo Fundef, a partir de janeiro deste ano. A principal diferença é que o novo fundo abrange toda a Educação Básica, incluindo as creches e pré-escolas. “Tínhamos uma grande contradição: por um lado, em 1996 aprovamos a LDB, que estabeleceu o ensino infantil como parte da Educação. Por outro, o governo criou o Fundef, que deixava essa etapa de fora. Sem verbas, ficava difícil para os municípios investir”, explica a especialista Karina Rizek Lopes.

A mobilização maior da sociedade, que se organiza em projetos e campanhas como o compromisso Todos pela Educação, também é visto como algo positivo, porque toda sociedade assume a responsabilidade por melhorar a qualidade do ensino. O Ministério da Educação procura colaborar com a formação dos professores. Em 1999, aprovou as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. A pasta também reúne estudos sobre o tema, reunidos em livros como os Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil e os Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil (ambos disponíveis no site do MEC).

A professora da faculdade de Educação da USP Marieta Lúcia Machado Nicolau vê com otimismo a mudança de postura com relação à Educação Infantil no país. “Hoje, ninguém questiona o direito garantido da criança pela Educação, desde cedo”, afirma Marieta, que coordena o Programa de Educação Continuada oferecido aos municípios. “Antes havia uma bifurcação entre assistir e educar. Tento mostrar que se educa assistindo e se assiste educando, para atender às crianças de forma integral”.

No Jardim de Infância

As primeiras instituições brasileiras de atendimento às crianças de zero a seis anos surgiram ainda no Império com intuito de amparar as que eram abandonadas nas ruas das cidades, como os orfanatos, os asilos para pobres e a Santa Casa de Misericórdia, com sua roda dos expostos. Mas foi o desenvolvimento da medicina e da microbiologia - e a viabilização da amamentação artificial - que possibilitou amparar essas crianças sem os alarmantes índices de doenças e de mortalidade da época.

Um dos pioneiros nessa experiência no exterior foi o médico Friedrich Froebel - idealizador dos Jardins de Infância. Essa idéia chega ao Brasil na década de 1870, com divulgação no jornal do médico Carlos Costa, e é aplicada na sala de jardim de infância aberta ao lado de uma igreja protestante americana instalada em São Paulo. A iniciativa inspirou duas outras: uma no colégio Menezes Vieira (Rio de Janeiro/1875) e no Caetano de Campos (São Paulo/1896), que adaptou a pedagogia de Froebel para a realidade brasileira. Em 1924, já eram 47 as instituições entre creches e jardins de infância pelo Brasil, principalmente nas capitais.

A partir daí, muitas creches são instaladas para atender aos filhos dos operários, sempre ligadas à Assistência Social, embora houvesse, em muitos casos, profissionais da área pedagógica orientando seu funcionamento. A partir de 1980 a sociedade passa a discutir a possibilidade de inclusão das pré-escolas na Educação Básica, intenção concretizada na Constituição de 1988. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, ratifica essa decisão, enfatizando que a Educação é um direito da criança e que deve, portanto, ser universal.

Sondagem e diagnóstico na alfabetização

A sondagem


A sondagem é um dos recursos de que você dispõe para conhecer as hipóteses que os alunos ainda não alfabetizados possuem sobre a escrita alfabética e o sistema de escrita de uma forma geral. Ela também representa um momento no qual os alunos têm a oportunidade de refletir sobre aquilo que escrevem, com sua ajuda.

A realização periódica de sondagens é também um instrumento para seu planejamento, pois permite que você avalie e acompanhe os avanços da turma com relação à aquisição da base alfabética, além de lhe fornecer informações preciosas para o planejamento das atividades de leitura e de escrita, assim como para a definição das parcerias de trabalho entre os alunos (agrupamentos) e para que você faça boas intervenções no grupo.

Mas o que é uma sondagem? É uma atividade de escrita que envolve, num primeiro momento, a produção espontânea pelos alunos de uma lista de palavras sem apoio de outras fontes escritas. Ela pode ou não envolver a escrita de frases simples. É uma situação de escrita que deve, necessariamente, ser seguida da leitura pelo aluno daquilo que ele escreveu. Por meio da leitura, você poderá observar se o aluno estabelece ou não relações entre aquilo que ele escreveu e aquilo que ele lê em voz alta, ou seja, entre a fala e a escrita.

É importante que sejam realizadas sondagens avaliativas logo no início do ano, em fevereiro, em abril e no final de junho. Assim, ao longo do primeiro semestre letivo, será possível analisar o processo de alfabetização dos alunos em três momentos diferentes. Entretanto, para fazer uma avaliação mais global das aprendizagens da turma, é interessante recorrer a outros instrumentos – inclusive a observação diária dos alunos –, pois a atividade de sondagem representa uma espécie de retrato do processo do aluno naquele momento. E como esse processo é dinâmico e na maioria das vezes evolui muito rapidamente, pode acontecer de, apenas alguns dias depois da sondagem, os alunos terem avançado ainda mais.

Os critérios de definição das palavras que farão parte das atividades de sondagem são:

* As palavras devem fazer parte do vocabulário cotidiano dos alunos, mesmo que eles ainda não tenham tido a oportunidade de refletir sobre a representação escrita dessas palavras. Mas não devem ser palavras cuja escrita tenham memorizado.

* A lista deve contemplar palavras que variam na quantidade de letras, abrangendo palavras monossílabas, dissílabas etc.

* O ditado deve ser iniciado pela palavra polissílaba, depois pela trissílaba, pela dissílaba e, por último, pela monossílaba. Esse cuidado deve ser tomado porque, no caso de as crianças escreverem segundo a hipótese do número mínimo de letras, poderão recusar-se a escrever se tiverem de começar pelo monossílabo.

* Evite palavras que repitam as vogais, pois isso também pode fazer com que as crianças entrem em conflito – por causa da hipótese da variedade – e também se recusem a escrever.

* Após o ditado da lista, dite uma frase que envolva pelo menos uma das palavras da lista, para poder observar se os alunos voltam a escrever essa palavra de forma semelhante, ou seja, se a escrita dessa palavra permanece estável mesmo no contexto de uma frase.

* Pode ser organizada, por exemplo, uma lista de alimentos que se compram na padaria:

MORTADELA

PRESUNTO

QUEIJO

PÃO

O MENINO COMEU QUEIJO

Dicas para o encaminhamento da sondagem

* As sondagens deverão ser feitas no início das aulas (em fevereiro), início de abril, final de junho, ao final de setembro e ao final de novembro.

* Ofereça papel sem pauta para as crianças, pois assim será possível observar o alinhamento e a direção da escrita dos alunos.

* Se possível, faça a sondagem com poucos alunos por vez, deixando o restante da turma envolvido com outras atividades que não solicitem tanto sua presença (a cópia de uma cantiga, a produção de um desenho etc.). Se necessário, peça ajuda ao diretor ou a outra pessoa que possa lhe dar esse suporte.

* Dite normalmente as palavras e a frase, sem silabar.

* Observe as reações dos alunos enquanto escrevem. Anote aquilo que eles falarem em voz alta, sobretudo o que eles pronunciarem de forma espontânea (não obrigue ninguém a falar nada).

* Quando terminarem, peça para lerem aquilo que escreveram. Anote em uma folha à parte como eles fazem essa leitura, se apontam com o dedo cada uma das letras ou não, se associam aquilo que falam à escrita etc.

* Faça um registro da relação entre a leitura e a escrita. Por exemplo, o aluno escreveu k B O e associou cada uma das sílabas dessa palavra a uma das letras que escreveu. Registre:

k B O

(PRE) (SUN) (TO)

* Pode acontecer que, para PRESUNTO, outro aluno registre BNTAGYTIOAMU (ou seja, utilize muitas e variadas letras, sem que seu critério de escolha dessas letras tenha alguma relação com a palavra falada). Nesse caso, se ele ler sem se deter em cada uma das letras, anote o sentido que ele usou nessa leitura.


Por exemplo:

----------------→

BNTAGYTIOAMU

* Se algum aluno se recusar a escrever, ofereça-lhe letras móveis e proceda da mesma maneira.

(Fonte: São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas; professor alfabetizador – 1a série / Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento da Educação; adaptação do material original, Claudia Rosenberg Aratangy, Rosalinda Soares Ribeiro de Vasconcelos. - São Paulo: FDE, 2008.)

Diagnóstico na alfabetização inicial

UM FELIZ NATAL, É O QUE DESEJA O BLOG GRILO FALANTE A TODOS QUE PASSARAM POR AQUI !!!!

VAMOS COMBATER A DENGUE!!!!

DIGA NÃO A DENGUE!!!!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Enfeites de natal!!!!




(Achei esse lindo enfeite no blo Paixão por educar)

domingo, 31 de outubro de 2010

IDÉIAS PARA O NATAL

ÁRVORE COM AS MÃOZINHAS E OS NOMES DOS ALUNOS!!!!

NATAL!!!!!!!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ser Professor É......

O VALOR DE SER EDUCADOR !!!!!!!!!!!!!!!!

Ser transmissor de verdades,
De inverdades...
Ser cultivador de amor,
De amizades.
Ser convicto de acertos,
De erros.
Ser construtor de seres,
De vidas.
Ser edificador.
Movido por impulsos, por razão, por emoção.
De sentimentos profundos,
Que carrega no peito o orgulho de educar.
Que armazena o conhecer,
Que guarda no coração, o pesar
De valores essenciais
Para a felicidade dos “seus”.
Ser conquistador de almas.
Ser lutador,
Que enfrenta agruras,
Mas prossegue, vai adiante realizando sonhos,
Buscando se auto-realizar,
Atingir sua plenitude humana.
Possuidor de potencialidades.
Da fraqueza, sempre surge a força
Fazendo-o guerreiro.
Ser de incalculável sabedoria,
Pois “o valor da sabedoria é melhor que o de rubis”.
É...
Esse é o valor de ser educador.




quarta-feira, 13 de outubro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Diagnóstico na alfabetização inicial

49 IDÉIAS SOBRE ALFABETIZAÇÃO

Dicas e mais dicas:
Use jogos educativos nas suas aulas.

- Desenvolva atividades lúdicas com seus alunos.
- Procure introduzir cada novo conteúdo de forma diferente.
- Mude a disposição das cadeiras e mesas na sala de aula.
- Faça os alunos participarem das aulas.
- Troque de ambiente e dê aula no pátio da escola, por exemplo.
- Explore cartazes, vídeos, filmes.
- Traga jornais e revistas para a sala de aula.
- Aproveite todo o ambiente escolar.
- Crie aulas diferentes e divertidas.
- Elabore situações problemas para os seus alunos resolverem.
- Busque auxílio nos meios de comunicação.
- Troque experiências com os colegas.
- Valorize as opiniões de seus alunos.
- Peça sugestões aos seus alunos quando for preparar suas aulas.
- Faça trabalhos em pequenos grupos ou grupos sucessivos.
- Solicite uma avaliação das suas aulas aos seus alunos.
- Incentive e estimule a aprendizagem dos seus alunos.
- Deixe transparecer que você acredita e valoriza o seu trabalho.


(Artigo de Maria Luiza Kraemer)

Jogos e atividades - ALFABETIZAÇÃO

Analise cada jogo abaixo e aplique aos alunos de forma a ajudarem a refletirem sobre a escrita e leitura.

1- Jogo dos 7 erros : a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, substitui uma letra por outra que não faça parte da palavra. A criança deve localizar essas 7 substituição.

2- Jogo dos 7 erros : a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, inverte a ordem de 2 letras (ex: cachorro – cachroro). A criança deve achar esses 7 erros.

3- Jogo dos 7 erros : a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, omite uma letra. O aluno deve localizar os 7 erros.

4- Jogo dos 7 erros : a profª elabora uma lista de palavras e, em 7 delas, acrescenta 1 letra que não existe. A criança deve localizar quais são elas.

5- Jogo dos 7 erros : a profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e substitui 7 palavras por outras, que não façam parte do texto. O aluno deve achar quais são elas.

6- Jogo dos 7 erros : a profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e omite 7 palavras. O aluno deve descobrir quais são elas.

7- Jogo dos 7 erros : a profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e inverte a ordem de 7 palavras. O aluno deve localizar essas inversões.

8- Jogo dos 7 erros: a profª escreve um texto conhecido (musica, parlenda, etc.) e acrescenta 7 palavras que não façam parte dele. A criança deve localizar quais são elas.

9- Caça palavras: a profª monta o quadro e dá só uma pista: "Ache 5 nomes de animais" por exemplo.

10- Caça palavras : a profª monta o quadro e escreve, ao lado, as palavras que o aluno deve achar.

11- Caça palavras no texto: a profª dá um texto ao aluno e destaca palavras a serem encontradas por ele, dentro do texto.

12- Jogo da memória : o par deve ser composto pela escrita da mesma palavra nas duas peças, sendo uma em letra bastão, e a outra, cursiva.

13- Jogo da memória: o par deve ser idêntico e, em ambas as peças, deve haver a figura acompanhada do nome.

14- Jogo da memória: o par deve ser composto por uma peça contendo a figura, e a outra, o seu nome.

15- Cruzadinha: A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz uma tabela com todas as palavras da cruzadinha em ordem aleatória. Assim, a criança consulta a tabela e "descobre" quais são os nomes pelo número de letras, letra inicial, final, etc.

16- Cruzadinha: A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança pôr o nome. Mas, para ajudá-las, faz um quadro com todos os desenhos e seus respectivos nomes, para que a criança só precise copiá-los, letra a letra.

17- Cruzadinha: A profª monta a cruzadinha convencionalmente, colocando os desenhos para a criança escreva seus nomes.

18- Bingo de letras : as cartelas devem conter letras variadas. Algumas podem conter só letras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras, letras dos dois tipos, misturadas.

19- Bingo de palavras: as cartelas devem conter palavras variadas. Algumas podem conter só palavras do tipo bastão; as outras, somente cursivas; e outras, letras dos dois tipos.

20- Bingo: a profª deve eleger uma palavra iniciada por cada letra do alfabeto e distribuí-las, aleatoriamente, entre as cartelas. (+/- 6 palavras por cartela). A profª sorteia a letra e o aluno assinala a palavra sorteada por ela.

21- Bingo : as cartelas devem conter letras variadas. A profª dita palavras e a criança deve procurar, em sua cartela, a inicial da palavra ditada.

22- Quebra cabeça de rótulos : a profª monta quebra cabeças de rótulos e logomarcas conhecidas e, na hora de montar, estimula a criança a pensar sobre a "ordem das letras"

23- Dominó de palavras: em cada parte da peça deve estar uma palavra, com a respectiva ilustração.

24- Ache o estranho: a profª recorta, de revistas, rótulos, logomarcas, embalagens, etc. Agrupa-os por categoria, deixando sempre um "estranho" (ex: 3 alimentos e um produto de limpeza; 4 coisas geladas e 1 quente; 3 marcas começadas por "A" e uma por "J"; 4 marcas com 3 letras e 1 com 10, etc.) Cola cada grupo em uma folha, e pede ao aluno para achar o estranho.

25- Procure seu irmão : os pares devem ser um rótulo ou logomarca conhecidos e, seu respectivo nome, em letra bastão.

26- "Procure seu irmão": os pares devem ser uma figura e sua respectiva inicial.

27) Jogo do alfabeto: Utilize um alfabeto móvel (1 consoante para cada 3 vogais).

Divida a classe em grupo e entregue um jogo de alfabeto para cada um.

Vá dando as tarefas, uma a uma:

v levantar a letra ___
v organizar em ordem alfabética
v o professor fala uma letra e os alunos falam uma palavra que inicie com ela.
v formar frases com a palavra escolhida
v formar palavras com o alfabeto móvel
v contar as letras de cada palavra
v separar as palavras em sílabas
v montar histórias com as palavras formadas
v montar o nome dos colegas da sala
v montar os nomes dos componentes do grupo


28) Pares de Palavras

Objetivo: utilizar palavras do dicionário

Destreza predominante: expressão oral

Desenvolvimento: O professor escolhe algumas palavras e as escreve na lousa dentro de círculos (1 para cada palavra). Dividir a classe em duplas. Cada dupla, uma por vez, dirigir-se-á até a lousa e escolherá um par de palavras formando uma frase com elas. A classe analisará a frase e se acharem que é coerente a dupla ganha 1 ponto e as palavras são apagadas da lousa. O jogo termina quando todas as palavras forem apagadas.

29) Formando palavras

Número de jogadores: 4 por grupo.

Material: 50 cartões diferentes (frente e verso) – modelo abaixo.

Um kit de alfabeto móvel por grupo (com pelo menos oito cópias de cada letra do alfabeto)

Desenvolvimento: Embaralhe os cartões e entregue dez deles para cada grupo;

Marque o tempo – 20 minutos – para formarem a palavra com o alfabeto móvel no verso de cada desenho. Ganha o jogo o grupo que primeiro preencher todos os cartões.

Variações:

Classificar (formar conjuntos) de acordo:

v com o desenho da frente dos cartões;
v com o número de letras das palavras constantes dos cartões;
v com o número de sílabas das palavras dos cartões;
v com a letra inicial;

30) Treino de rimas

Várias cartas com figuras de objetos que rimam de três formas diferentes são colocadas diante das crianças. Por exemplo, pode haver três terminações: /ão/, /ta/, /ço/. Cada criança deve então retirar uma carta, dizer o nome da figura e colocá-la numa pilha com outras figuras que tenham a mesma rima. O teste serve para mostrar as palavras que terminam com o mesmo som. Ao separá-las de acordo com o seu final, juntam-se as figuras em três pilhas com palavras de terminações diferentes.

31) Treino de aliterações

Em uma folha com figuras, a criança deve colorir as que comecem com a mesma sílaba de um desenho-modelo (por exemplo, desenho-modelo: casa; desenhos com a mesma sílaba inicial: caminhão, cama, caracol; desenhos com sílabas iniciais diferentes: xícara, galinha, tartaruga). A mesma atividade pode ser depois repetida enfatizando-se a sílaba final das palavras (por exemplo, desenho-modelo: coração; desenhos com o mesmo final: televisão, leão, balão, mão; desenhos com finais diferentes: dado, uva, fogo).

32) Treino de consciência de palavras

Frases com palavras esquisitas, que não existem de verdade, são ditadas para a criança, que deve corrigir a frase. Substitui-se a pseudopalavra por uma palavra correta. Por exemplo, troca-se "Eu tenho cinco fitos em cada mão" por "Eu tenho cinco dedos em cada mão". Nesse jogo, palavras irreais são trocadas por palavras que existem de verdade, deixando a frase com sentido. Mostra-se que, ao criar frases com palavras que não existem, essas não têm significado.

33) Batucando

A professora fala uma palavra e o aluno "batuca" na mesa de acordo com o número de silabas.

34) Adivinha qual palavra é: A professora fala uma palavra (BATATA) e os alunos repetem omitindo a sílaba inicial (TATA) ou a final (BATA)

35) Lá vai a barquinha carregadinha de ...

A professora fala uma sílaba e as crianças escolhem as palavras.

36) Adivinhando a palavra

O professor fala uma palavra omitindo a silaba final e os alunos devem adivinhar a palavra. (ou a inicial)

37) Quantas sílabas? A professora fala uma palavra e a criança risca no papel de acordo com o número de sílabas (ou faz bolinhas)

38) Descoberta de palavras com o mesmo sentido

Ajude o aluno a perceber que o mesmo significado pode ser representado por mais de uma palavra. Isso é fácil de constatar pela comparação de frases como as que se seguem:

* O médico trata dos doentes

* O doutor trata dos doentes

Forneça, em frases, exemplos do emprego de sinônimos de uso comum como:

* Bonita, bela;

* Malvado, mau;

* Rapaz; moço

* Bebê; neném;

* Saboroso; gostoso

39) Descoberta de palavras com mais de um significado

Com essa atividade, os alunos perceberão que palavras iguais podem ter significados diferentes. Ajude-os a formar frases com as palavras: manga, botão, canela, chato; corredor; pena, peça; etc

40) Respondendo a perguntas engraçadas

Faça-as pensar sobre a existência de homônimos através de brincadeiras ou adivinhações:

* a asa do bule tem penas?

* O pé da mesa usa meia?

* A casa do botão tem telhado?


41) Escrita com música: 1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos; 2) distribuir, entre as equipes, uma folha de papel; 3) apresentar às equipes uma música previamente selecionada pelo professor; 4) pedir que o aluno 1 de cada uma das equipes registre, na folha, ao sinal dado pelo professor, suas idéias, sentimentos, emoções apreendidas ao ouvir a música; 5) solicitar-lhe que, findo o seu tempo, passe a folha ao aluno 2, que deverá continuar a tarefa. E assim sucessivamente, até retornar ao aluno 1, que deverá ler o produto final de todo o trabalho para toda a classe.

Observação: a folha de papel deverá circular no sentido horário.

42) Conversa por escrito: 1) dividir a classe em duplas; 2) entregar a cada uma das duplas uma folha de papel; 3) pedir às duplas que iniciem uma conversa entre seus elementos (ou pares), mas por escrito.

Observações: 1) a dupla poderá conversar sobre o que quiser, mas deverá registrar a conversa na folha recebida; 2) a dupla não precisará ler sua conversa à classe; apenas o fará, se estiver disposta a tanto.

Objetivo específico dessa atividade: ensejar a reflexão sobre as diferenças entre a linguagem oral e a escrita.

43) Interpretando por escrito: 1) dividir os alunos em equipes de 4 elementos cada uma; 2) numerá-los de 1 a 4; 3) distribuir, entre as mesmas, pequenas gravuras (se possível de pinturas abstratas); 4) solicitar que cada uma das equipes registre, por escrito, o que entendeu sobre os quadros propostos; 5) ler as interpretações obtidas.

44) Brincando com as cores: 1) dividir a classe em equipes de 4 elementos; 2) numerar os participantes de cada uma; 3) distribuir, entre elas, as cores: atribuir uma cor (vermelho, verde, amarelo, azul, etc.) a cada uma das equipes ou grupos; 4) pedir que cada um dos elementos de cada uma das equipes registre, numa folha de papel que circulará entre os participantes, suas impressões a respeito da cor recebida; 5) solicitar das equipes a leitura das impressões registradas.

Observações: a mesma atividade poderá ser realizada, mas sem a entrega de cores às equipes. Neste caso, cada um dos grupos deverá produzir um pequeno texto sobre uma cor, sem nomeá-la, mas procurando "dar pistas" a respeito da mesma, a fim de que os colegas possam descobri-la. Algumas equipes poderão ler seus textos e, se a cor não for descoberta, o professor poderá organizar uma discussão sobre esse fato, apontando, alguns fatores que talvez tenham dificultado a não identificação. Outra atividade com cores poderá ser a dramatização por meio de gestos, ou mímica, de uma cor escolhida pela(s) equipe(s).

45) Compondo um belo texto-poema:1) dividir os alunos em equipes ou grupos; 2) indicar a cada uma três substantivos - chave do poema: mar, onda, coqueiro; 3) marcar, no relógio, 10 (dez) minutos para a composição dos poemas; 5) expor, no mural de classe, os textos produzidos pelas equipes.

46) Cinema imaginário: 1) dividir a sala em equipes ou grupos; 2) apresentar às equipes três ou quatro trechos (curtos) de trilhas sonoras de filmes; 3) solicitar que os alunos imaginem cenas cinematográficas referente às trilhas ouvidas; 4) interrogar os alunos sobre o que há de semelhante e o que há de diferente nas cenas imaginadas por eles.

"A partir das respostas a essas perguntas, o professor discutirá, com os alunos, o papel do conhecimento prévio e o das experiências pessoais e culturais que compartilhamos, para que possamos compreender textos (verbais, não-verbais, musicados, ...)

47) Criação de um país imaginário: 1) dividir os alunos em equipes ou grupos; 2) pedir-lhes que produzam um texto, com ou sem ilustração, descrevendo um país imaginário, de criação da equipe; 3) solicitar que cada uma dessas leia para as demais o texto produzido por ela; 4) afixar, no mural da sala, os textos produzidos pelas equipes.
48) " Se eu fosse ...": 1) dividir a classe em equipes ou grupos; 2) pedir que cada uma complete as lacunas ou pontilhado com o nome de um objeto, animal, planta, personagem ou personalidade humana que gostaria de ser; 3) solicitar que escrevam e/ou desenhem a respeito do que gostariam de ser; 4) pedir que exponham suas produções aos colegas; 5) sugerir que as coloquem no mural ou varal de classe.

49) Homem e natureza ou homem x ecologia: 1) dividir a classe em equipes ou grupos; 2) pedir que ouçam as canções "Sobradinho" – Sá e Guarabira ( disco 10 anos juntos, BME – RCA, CD ou DVD) e "Passaredo" – Francis Hime e Chico Buarque ("Meus caros amigos" – Philips); 3) explicar aos alunos o seguinte: a canção "Sobradinho" trata do rio São Francisco, que nasce na região Sudeste e deságua na região Nordeste do país, e das conseqüências do represamento dessas águas para a população que vivia nos municípios de Remanso, Casa Nova, Santo Sé, Pilão Arcado... com a construção de uma barragem no salto do Sobradinho. A canção "Passaredo", por sua vez, focaliza a destruição da fauna e o desequilíbrio do ecossistema, provocados pelo homem; 4) solicitar às equipes que comentem, escrevam e/ou desenhem sobre o que compreenderam a respeito de cada uma das canções ouvidas por eles.


(Méritos á Regina Celia Camargo do blog:http://shy-ensinandoeaprendendo.blogspot.com/)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Para analisar!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A sondagem da escrita dos alunos



É fundamental que seja realizada uma avaliação diagnóstica ou sondagem, para partirmos do que nossos alunos já sabem, tornando assim, nosso ensino muito mais significativo e coerente.


Para fazer a sondagem, organizar uma lista de palavras com o mesmo tema. A lista deve ser iniciada com as palavras polissílabas, depois as trissílabas, dissílabas e monossílabas, por último uma frase referente a lista utilizada. Veja exemplos abaixo.


A sondagem deve ser realizada individualmente.


Como realizar a sondagem: Numa folha de sulfite, pedir ao aluno que escreva o seu nome. Abaixo do nome a professora dita a palavra inteira, não em sílabas. O aluno escreve e o professor solicita a leitura da palavra. O aluno lê apontando com o dedo o que escreveu. Ao término da sondagem, o professor registra no ditado, a forma como o aluno leu (global e/ou silabicamente), a fase de escrita em que se encontra e outras informações importantes.


A cada bimestre deve ser realizada uma nova sondagem para verificar os avanços dos alunos.


Exemplos:


Lista de animais


DINOSSAURO


CAMELO


RATO





Frase: O RATO SAIU DA TOCA.

Lista de material escolar


LAPISEIRA


CADERNO


LÁPIS


GIZ


Frase: O LÁPIS CAIU NO CHÃO.


A sondagem deve ser realizada tanto com crianças como com adultos em fase de alfabetização.



Como trabalhar com as fases da Aquisição da Escrita



Com sondagem das fases de aquisição da escrita dos seus alunos, você pode desenvolver uma série de atividades que auxiliam no confronto e avanços das hipóteses de escrita dos alunos.Aqui estão algumas sugestões:


ESCRITA PRE-SILÁBICA


• Iniciar pelos nomes dos alfabetizandos escritos em crachás, listados no quadro e/ou em cartazes.


• Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita.


• Identificar o próprio nome e depois o de cada colega, percebendo que nomes maiores podem pertencer às crianças menores e vice-versa;


• Organizar os nomes em ordem alfabética, ou em “galerias” ilustradas com retratos oudesenhos;


• Criar jogos com os nomes: “lá vai a barquinha”, dominó, memória, boliche, bingo;


• Fazer contagem das letras e confronto dos nomes;


• Confeccionar gráficos de colunas com os nomes seriados em ordem de tamanho(número de letras).Fazer estas mesmas atividades utilizando palavras do universo dos alfabetizandos: rótulos de produtos conhecidos ou recortes de revistas (propagandas, títulos,palavras conhecidas).


• Classificar os nomes pelo som ou letra inicial, pelo número de letras, registrando-as;


ESCRITA SILÁBICA


• Fazer listas e ditados variados (dos alfabetizandos ausentes e/ou presentes, de livros de histórias, de ingredientes para uma receita, nomes de animais, questões para um projeto).


• Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita


.• Ditado de palavras do texto.


• Análise oral e escrita do número de sílaba, sílaba inicial e final das palavras do texto.


• Lista de palavras com a mesma silaba final ou inicial;


• Escrever palavras dado a letra inicial;


• Ligar desenho a primeira letra da palavra;


• Usar jogos e brincadeiras (forca, cruzadinhas, caça-palavras);


• Organizar supermercados e feiras; fazer “dicionário” ilustrado com as palavras aprendidas,diário da turma, relatórios de atividades ou projetos com ilustrações e legendas;


• Propor atividades em dupla (um dita e outro escreve), para reescrita de notícias, histórias,pesquisas, canções, parlendas e trava-línguas.


• Produção de textos, ditados, listas.


ESCRITA SILÁBICA-ALFABÉTICA


• Ordenar frases do texto;


• Completar frases, palavras, sílabas e letras das palavras dotexto;


• Dividir palavras em sílabas;


• Formar palavras a partir de sílabas;


• Ligar palavras ao número de sílabas;


• Produção de textos, ditados, listas.


ESCRITA ALFABÉTICA


• Investir em conversas e debates diários.


• Possibilitar o uso de estratégias de leitura, além da decodificação


.• Considerar o “erro” como construtivo e parte do processo de aprendizagem


.• Produção coletiva de diversos tipos de textos.


• Análise lingüística das palavras


.• Reescrita de texto(individual / coletiva)


.• Revisão de texto.


• Atividades de escrita: complete, forca, enigma, stop, cruzadinha, lacunado, caça-palavra.


• Copiar palavras inteiras;


• Contar número de letra ou palavra de uma frase;


• Pintar intervalos entre as palavras;


• Completar letras que faltam de uma palavra;


• Ligar palavras ao número de letras e a letra inicial;


• Circular ou marcar letra inicial ou final;


• Circular ou marcar letras iguais ao seu nome ou palavra-chave.


• Produção de textos, ditados, listas.

Muito interessante para o professor alfabetizador!
(fonte blog:http://diariodaprofaglauce.blogspot.com/ )

As fases da aquisição da escrita

As fases de aquisição da escrita, segundo Emília Ferreiro, são:

1) fase pré-silábica


2) fase silábica


3) fase silábica-alfabética

4) fase alfabética



Cada fase com suas características:


1) Fase pré – silábica

- Sabe que a escrita é uma forma de representação;

- Pode usar letras ou pseudoletras, garatujas, números;


- Não compreende que a escrita é a representação da fala;


- Organiza as letras em quantidade ( mínimo e máximo de letras para ler);


- Vai direto para o significado, sem passar para sonora;

- Variação de letras – ALSI (elefante);


- Relaciona o tamanho da palavra com o tamanho do objeto (Realismo Nominal).




2) Fase silábica


A) Sem valor sonoro:


- Ainda não faz relação com o som com a grafia.

- Usa uma letra para representar cada sílaba, sem se preocupar com o valor sonoro.


Exemplos:

BOLA __PT

CAVALO___BUP


B) Com valor sonoro:


- A escrita representa a fala;

- Percebe a relação de som com a grafia;


- Escreve uma letra para cada sílaba.


Exs.:

BOLA____OA ( valor sonoro só nas vogais )

BOLA____BL ( só usa consoantes )



3) Fase silábica-alfabética

- Apresenta a escrita algumas vezes com sílabas completas e outras incompletas;

- Alterna escrita silábica com alfabética.

Exs.:

CAVALO_____CVLU

TOMATE_____TOMT


4) Fase alfabética

- Faz a correspondência entre fonemas (som) e grafemas (letras);


- Escreve como fala.

Exs.:

CAVALO _______KAVALU


TOMATE_______ TUMATI

"... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa"

(Emília Ferreiro)

(Fonte:http://diariodaprofaglauce.blogspot.com/)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

PARA LER E REFLETIR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Verdades da Profissão de Professor

 
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.



A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.


(Paulo Freire).








PARA NÓS PROFESSORES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina

Mensagem de Obrigado aos Professores


Obrigado por fazerem do aprendizado não um trabalho, mas um contentamento. Por fazerem com que nos sentíssemos pessoas de valor; por nos ajudarem a descobrir o que fazer de melhor e, assim, fazê-lo cada vez melhor. Obrigado por afastarem o medo das coisas que pudéssemos não compreender; levando-nos, por fim, a compreendê-las...Por resolverem o que achávamos complicados... Por serem pessoas dignas de nossa total confiança e a quem podemos recorrer quando a vida se mostrar difícil...Obrigado por nos convencerem de que éramos melhores do que suspeitávamos.
Feliz dia dos Professores!


AO MESTRE , COM CARINHO!


Mestre,
É aquele que caminha com o tempo,
propondo paz, fazendo comunhão,
despertando sabedoria.


Mestre é aquele que estende a mão,
inicia o diálogo e encaminha
para a aventura da vida.


Não é o que ensina fórmulas, regras,
raciocínios, mas o que questiona
e desperta para a realidade.


Não é aquele que dá de seu saber,
mas aquele que faz germinar
o saber do discípulo.


Mestre é você, meu professor amigo
que me comprende, me estimula,
me comunica e me enriquece com
sua presença, seu saber e sua ternura.


Eu serei sempre um seu discípulo
na escola da vida.


Obrigado, professor!
(N.Maccari)

EU ME ORGULHO DE SER PROFESSORA

Homenagem para os professores

domingo, 26 de setembro de 2010

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS

CRIANÇAS

POESIAS PARA O DIA DAS CRIANÇAS

Toda criança

Toda criança do mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar.

Ruth Rocha


Criança, Botão de uma Flor

Toda criança precisa de amor
Sou como o botão de uma flor
Às vezes quero ser gente grande
Ser forte como um gigante.

Criança quer sorrir
Criança quer falar
Criança quer ouvir
Criança quer calar.

Criança quer é ser feliz
Fazer o que der na veneta
Riscar paredes com o giz
Rabiscar papéis com lápis ou caneta.

Rosângela Trajano

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Livros Sobre Alfabetização:

Além da Alfabetização.

Dialética da Alfabetização e da Ortografia.

Alfabetização Afetiva.

Alfabetização e Letramento em Sala de Aula.

A Construção Social da Alfabetização.

Alfabetização - Uma Perspectiva Humanista e Progressista.

Alfabetização de Adultos.

Alfabetização e Formação de Professores.

Alfabetização Ecológica. .

Alfabetização Moral em Sala de Aula e em Casa, do Nascimento aos 12 Anos.


Ver Todas as Seções de Livros Disponíveis

http://www.imagem.eti.br/livros/alfabetizacao/alfabetizacao.html

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O TEMA!!!!!!!!!

Como é ser Estagiário? O que esperam os Educadores de um Estagiário?


Autor: Raquel Martins
Filed under: O nosso cantinho

Hoje quero ver debate, ouvir ambas as partes:


O que sente um estagiário? Tem suficiente “espaço” para demonstrar o seu valor?


Nós limitamos o trabalho dos Estagiários ou incentivamos e auxiliamos?


Quais as vossas expectativas em relação aos Estágios? E aos Educadores?


E nós Educadores, quais as nossas expectativas em face de um Estagiário?


Quais são os medos dos Estagiários? Quais as maiores dificuldades?


O Método de trabalho ser diferente limita o trabalho do Estagiário? E o que fazem os Educadores nesses casos?


Nós Educadores, respeitamos os Estagiários?


Os Estagiários são sempre bem tratados, bem recebidos e integrados na turma?


Quais são os erros mais graves que viram um Educador fazer?


O que um Estagiário nunca pode fazer?


O tempo de Prática Pedagógica é excessivo, apropriado ou não dá para nada?


Um Estagiário é obrigado a ser cúmplice de práticas completamente desapropriadas? O que fazem quando não concordam com essas práticas? Referem ou escondem?


Os Educadores aceitam as sugestões dadas pelos Estagiários?


É importante referir que um Educador já foi um Estagiário, mas que um Estagiário vai ser um Educador. Não cometam os mesmos erros que não gostaram de ver.

Participem!!!


Esta questão é mesmo muito importante, e é muitas vezes banalizada.

Mesmo que não comentem este debate, usem-no como reflexão.

domingo, 5 de setembro de 2010

Como ensinar crianças com deficiência mental a brincar !!!!!!!!!!!!!!


Através do brincar, a criança pode desenvolver sua coordenação motora, suas habilidades visuais e auditivas e seu raciocínio criativo. Está comprovado que a criança que não tem grandes oportunidades de brincar, e com quem os pais raramente brincam, sofre bloqueios e rupturas em seus processos mentais.


As crianças sem deficiência mental brincam espontaneamente, ou aprendem rapidamente através de imitação. Elas tentam todos os tipos de brincadeiras novas por curiosidade. As crianças deficientes, que têm um menor grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo, também aprendem por imitação, contudo, freqüentemente necessitam ligeira ajuda para torná-las mais inquisitivas.

Já as crianças com maior grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo necessitam que lhes ensinem muita coisa e nesses casos a imitação quase não funciona. É necessário ensinar a tarefa em si e mostrar que o processo é divertido.

Atividades para crianças com deficiência mental

É importante dividir qualquer tarefa em etapas gradativas, tão pequenas quanto for necessário. Por exemplo, começar por um jogo simples, colocando uma bola pequena numa xícara. Comece com o Auxílio Mínimo até o Auxílio Máximo, siga a lista abaixo até obter uma resposta.

Auxílio Mínimo

1. Instrução verbal

Com a bola dentro da xícara apenas fale: “pegue a bola.”

2. Fala e gesto

Com a bola dentro da xícara fale: “pegue a bola” e aponte para a xícara.

3. Orientação

Retire a bola da xícara e guie a criança até ela, ao falar “pegue a bola”.

Auxilio Máximo

Com base na atividade mencionada anteriormente, faça um seguimento completo: segure a mão da criança, feche seus dedos ao redor da bola, posicione sua mão sobre a xícara e faça-a soltar a bola.

Você pode repetir a atividade de tirar e colocar a bola na xícara para trabalhar a percepção da criança

E no que diz respeito ao estímulo?

1.Quando alguma coisa nova for feita, elogie.

2.Quando uma habilidade antiga for usada, fique apenas contente.

3.À medida que uma habilidade nova se torna antiga, reduza o elogio pouco a pouco.

4.Lembre-se sempre de manifestar o maior prazer quando aparecer uma habilidade nova – muito elogio, um abraço, um doce.

Este seu estímulo ficará associado à tarefa. Com o tempo a tarefa será executada, mesmo com você ausente, devido a este estímulo lembrado. Então, embora talvez com alguns poucos brinquedos, você verá a criança brincar. Não será mais uma “tarefa” para nenhum de vocês dois.

Uma técnica especial é particularmente útil a ensinar a brincar. Baseia-se na idéia de sucesso completo em cada etapa. Um bom exemplo é usar um quebra-cabeça.

Utilizando um quebra-cabeça

Fazemos muitas deduções quando executamos um quebra-cabeça porque já montamos um anteriormente. Isto quer dizer que muitas pessoas que ensinam o manuseio deste brinquedo ou tipos semelhantes às crianças, ensinam erradamente. Não é efetivo espalharmos o quebra-cabeça quando o tiramos da caixa, com as peças todas separadas na frente da criança, ou colocar talvez algumas peças juntas e esperar que ela termine a montagem.

Veja a coisa através dos olhos da criança com deficiência mental. Ela não sabe o que está fazendo, se ele colocar uma peça no lugar, a coisa toda parece que ficou igual e ainda incompleta. O resultado é frustração.

Comece de outro jeito e as coisas ficam diferentes!

1. Monte você mesmo o quebra-cabeça e converse acerca dele.

2. Tire uma de suas peças.

3. Faça com que a criança reponha a peça. Ela terminou? Diga-lhe que isso é um sucesso alcançado!

4. Tire outra peça, ou talvez a primeira que removeu e mais uma.

5. Faça com que a criança complete o jogo. Ela teve sucesso mais uma vez!

6. Repita a ação com outras peças.

Esta técnica, chamada encadeamento é muito útil quando é importante evitar o fracasso. Simplesmente, comece do fim e dê uma marcha ré. Isso é muito bom para qualquer brinquedo seqüencial: um quebra-cabeça, um ábaco, jogos de construção e muitos outros.

Atenção: problemas poderão ocorrer quando não houver contato de olhos (com você ou com o brinquedo): quando a criança adormece, tem conduta destrutiva ou agressiva. Devemos evitar acomodações, perda de iniciativa ou tendência ao isolamento.

A deficiência lúdica do deficiente mental decorre de vários fatores:

Baixa capacidade de atenção.
•Instabilidade psicomotora.

•Tendência a repetição estereotipada dos mesmos jogos.

•Ausência de iniciativa.

•Dificuldades motoras.

•Dificuldade para ater-se às regras.

•Fragilidade às frustrações.

Na brincadeira a criança deve respeitar as regras, submeter-se à disciplina, participar de equipes, aprender a ganhar e a perder. É um treino para a vida. A diferença é que a criança com deficiência mental tem que ser ensinada a jogar porque dificilmente vai começar espontaneamente. As regras do jogo têm que ser bem explicadas, com poucas palavras e de forma bem clara. Precisará de apoio para conformar-se a perder, ou a ganhar, sem ufanar-se muito, a respeitar as regras e a controlar-se.



Fonte: Derek Blackburn (Londres)
traduzido por Nylse Cunha

sábado, 7 de agosto de 2010

ALFABETIZAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!

Méritos ao blog:http://jardimdatiadani.blogspot.com/

JOGOS MATEMATICOS

                                                                    
(Méritos ao blog da tia dani:http://jardimdatiadani.blogspot.com/)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Dicas para professores iniciantes!!!!!!


Prepare-se:


Às vésperas da primeira aula, um professor pode ter algumas reações desagradáveis, como ansiedade e medo. O novo professor também pode acreditar que é tímido, e ter dúvidas quanto ao seu desempenho em sala. Não creio que isso possa ser considerado "normal", mas são reações freqüentes. Na minha opinião, isso decorre de uma avaliação distorcida que fazemos: imaginamo-nos dando aulas e as coisas dando errado, só que não incluímos na avaliação a preparação que iremos fazer. Você pode considerar os medos e ansiedades como procedentes, se você fosse dar aulas naquele momento. Inclua uma preparação no caminho entre o agora e o momento das aulas e você vai perceber que as emoções vão se modificando à medida que você vai se preparando. Isto vale, é claro, se você pretende se preparar o necessário para o que vai fazer.


Minhas sugestões para essa preparação:


1) Planeje bem as aulas


Faça um planejamento detalhado do que vai fazer, em conteúdo e estrutura, o que vai por no quadro, o que vai dizer. Improviso é para quando você estiver mais maduro e mais à vontade. Se quiser modelos de planejamento, veja o Almanaque do Professor.

Você pode usar também mapas mentais, seja para planejar, seja para apresentar o conteúdo para os alunos, seja para estes estudarem. Veja no link acima a seção com exemplos, modelos e roteiro de elaboração, entre outras coisas. Mapas mentais também requerem prática e dedicação para sairem bem-feitos, mas está no futuro das escolas, pode ter certeza. Se você os usar bem, já estará se diferenciando dos outros professores, para melhor.

É bom que você tenha experiência significativa com o conteúdo, aí pode se concentrar na parte didática. Se não tem, sugiro que a adquira rapidamente ou lecione outra matéria. Nada pior do que um professor teórico, que acaba investindo a maior parte do tempo em seu próprio aprendizado e não no aperfeiçoamento do planejamento, da comunicação e outros aspectos do ensino.


Lembre-se de que todos nós gostamos de variação e não gostamos de monotonia. Varie as estratégias de ensino, faça os alunos se mexerem de vez em quando, faça perguntas, faça-os trabalhar em dupla ou em grupo. Se estiverem inquietos, dê 2 minutos para fazerem o que quiserem. De vez em quando, certifique-se de que estão acompanhando; conforme o caso, um conceito perdido compromete o restante da aula. Dirija-se a um aluno específico; alguns alunos nunca abrem a boca por iniciativa própria, talvez por medos como gozações de colegas ou "pagar mico".

E faça o possível para dar plantões ou ter plantonistas para atendimento individual, os alunos aprendem muito melhor com as respostas às suas próprias perguntas.


2) Ensaie.
Dê a aula antes, para ninguém, para o espelho ou para um conhecido. Se com este, peça para ele criticar e lhe indicar as oportunidades de melhoria. Grave-se ou filme-se dando aulas e depois escute ou veja procurando oportunidades de melhoria (faça isso antes que a realidade lhe mostre). Se você nunca deu uma aula antes, quase tudo é novo, e há muito, muito que você não sabe e que nem sabe que não sabe.


Procure variar o tom de voz, é mais difícil prestar atenção a uma voz monótona. Repita e/ou enfatize com a voz algumas passagens mais importantes.
3) Prepare-se emocionalmente.


Emoções geralmente contém uma mensagem. Na véspera da minha primeira aula, senti verdadeiro pânico; um colega o teve durante a primeira aula. Depois descobri que isso era uma mensagem de que eu devia me preparar melhor.
Na seção Inteligência Emocional tem uma matéria sobre como lidar produtivamente com medos: Medo, seu aliado para o sucesso. Pratique-a algumas vezes que depois você acaba fazendo-a automaticamente, e terá uma boa ferramenta para o resto da vida.

4) Ajuste as expectativas


Cuidado com a auto-expectativa irreal de que você tem que saber tudo e responder a tudo. Já vi um professor contar que disfarçava seu não-saber indicando ao aluno o exercício de buscar a resposta. Você tem que saber o conteúdo e mais um pouco. Quando me perguntavam coisas que eu não sabia, fora da matéria, eu simplesmente dizia que não sabia. Se achasse importante, podia até procurar, mas não era a regra. Um aluno uma vez até disse me admirar por isso!

O que lhe dá credibilidade, talvez a mais importante característica de um professor, não é saber tudo, porque isso não é possível, mas sim dizer o que é, quando sabe, dizer que acha que é, quando não tem certeza, e dizer que não sabe, quando realmente não sabe. Isso é que o torna confiável.


5) Segure as rédeas da turma
Um ponto essencial em classe é você reconhecer e saber que você é a autoridade. Os alunos testam os limites para saber como se portar e usam o que acontece como referência para o que vão fazer. Se alguém conversar alto e você não fizer nada, abre caminho para que aconteça de novo. E se você disser que vai mandar alguém embora se atrapalhar e o fizer duas ou três vezes, vai ter um padrão que permite aos alunos prever o que vai acontecer, e aí não vai precisar mandar ninguém embora. O importante aqui é você ter bem claro para si mesmo o que quer e saber que é o responsável por fazer isso acontecer.



Por outro lado, é importante preservar um bom e amigável relacionamento com os alunos, senão te "fritam" e você não consegue alcançar o objetivo. Assim, um dos objetivos iniciais é construir um bom relacionamento com a turma e com os alunos, o que vai lhe permitir depois chamar a atenção deles sem que eles achem que você os odeia (sobre isso, veja a matéria Golfinho esperto, nesta seção). Para isso, procure os lados bons de cada um: um é estudioso, o outro é cordial e respeitoso, todos têm qualidades, e você é que tem que percebê-las. Se tiver que fazer algo drástico, como mandar alguém embora, faça-o na boa, sem "matar" o relacionamento com ninguém. O que você diz é secundário; a maneira como o diz é muito mais significativa.



Nosso papel em sala é análogo ao de uma boa enfermeira, que não liga se o doente é chato ou não, ela tem uma missão e precisa fazer o que é preciso para cumpri-la, e precisa então relevar, ignorar e esquecer as coisas que a tiram do foco e não contribuem para os objetivos.


6) Coloque-se no lugar do aluno
Um exercício muito bom que você pode fazer é, estando relaxado, visualizar-se sentado numa das carteiras, na posição de aluno. Experimente e descubra as vantagens. Uma professora de Biologia que conheço prepara as aulas assim: lê a matéria, monta o quadro na mente e se coloca na posição de um aluno para verificar se está bom.
Outra coisa boa é lembrar-se de suas próprias experiências como aluno, como o que gostava nos professores e como se relacionava com eles, o que sentia, como se motivava, influência dos colegas. .


7) Tímido, eu?


E se você acredita que é tímido, permita-me não acreditar nisso, garanto que tem situações em que você não age timidamente. É uma situação nova e requer preparação, e uma vez preparado o suficiente, você vai se sentir mais confiante e com vontade, sabendo que vai fazer um bom trabalho ou pelo menos que fez o seu melhor para isso, e vai continuar melhorando na medida de sua dedicação. Para isso você só precisa de foco: durante um tempo, priorizar a nova atividade e dedicar todo o tempo possível. É querer de verdade fazer o melhor possível. Depois é mais tranquilo.



8) Melhore-se


Para o futuro, mantenha ao lado, leia e procure aplicar as idéias de livros de didática, em particular os de PNL. Recomendo:


- Treinando com a PNL (O'Connor e Seymour)

- Enfrentando a Audiência (Robert B. Dilts)

- Aprendizagem Dinâmica I e II (Dilts e Epstein)

- Almanaque do Professor - Modelos, técnicas, estratégias e muitas outras idéias que juntei e que podem lhe inspirar.


Ponha na cabeça e no coração que haverá sempre algo a mais para se aprender, seja com livros, com colegas, consigo mesmo, com o coordenador ou com feedbacks de alunos. Descobrir que não sabe algo é um avanço, lembre-se disso. E, como disse o Millôr, "Aula em que o professor não aprende nada é uma aula inútil".


Em síntese


Se eu fosse resumir, diria que o mais importante é: vai acontecer, e você precisa se preparar para isso. A certeza de que vai acontecer, junto com a vontade de fazer bem-feito, é que mobilizam seus recursos e suas capacidades, é que fazem com que você dedique 5 minutos a mais. O resto é decidir como será feito e aprender com a experiência ao invés de lamentá-la. E não se iluda: você vai se enriquecer devagar, um passo de cada vez.


Boa sorte! E uma frase que vi algures para fechar: "Quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho!"


(Virgílio Vasconcelos Vilela)